A palma-de-óleo, o coco e a soja causam mais extinções de espécies do que se pensava

O principal fator determinante é o consumo per capita e não o crescimento da população mundial

22.06.2026
AI-generated image

Imagem simbólica

As culturas oleaginosas, como a palma-de-óleo, o coco e a soja, são responsáveis pela extinção de mais espécies do que se pensava anteriormente. Um novo estudo estima que esse número se situe em cerca de 1,5% da biodiversidade mundial. Esta situação deve-se, principalmente, ao aumento tanto do consumo como do cultivo destas culturas.

Os óleos provenientes de culturas como o coco, a palma-de-óleo e a soja são utilizados numa vasta gama de aplicações, desde cosméticos e maquilhagem até margarina e pastas para barrar, e desde medicamentos até rações para animais. Estas culturas oleaginosas, como são conhecidas, são cada vez mais consumidas e cultivadas. Isto tem um impacto no ambiente. Mas qual é, exatamente, esse impacto? 

Uma equipa de investigação liderada por Stephan Pfister, professor de Avaliação Quantitativa da Sustentabilidade na ETH Zurique, analisou esta questão. Mais especificamente, os investigadores estudaram em que medida o aumento do cultivo e do consumo de culturas oleaginosas está a ameaçar espécies animais e vegetais em todo o mundo. Este é o primeiro estudo a nível mundial a abordar esta questão.  

«Do ponto de vista da proteção ambiental, a perda de biodiversidade é um problema tão grave quanto as alterações climáticas», afirma Pfister, explicando a motivação por trás do estudo. Neste, os investigadores analisaram dados globais sobre produção, comércio e uso do solo ao longo de várias décadas, combinando vários modelos para avaliar a influência das culturas oleaginosas na biodiversidade. 

Os investigadores começaram por compilar mapas globais do cultivo de oleaginosas com base em dados de satélite, estatísticas agrícolas e conjuntos de dados globais sobre terras cultivadas.  

Calcularam também em que medida as diferentes formas de uso do solo ameaçam as espécies animais e vegetais. Para tal, utilizaram fatores de perda de espécies, que indicam em que medida as áreas cultivadas contribuem para a perda global de espécies — dependendo da região e da intensidade agrícola.  

Três culturas são as principais responsáveis pela extinção de espécies 

Os investigadores procuraram também destacar o impacto do cultivo de oleaginosas ao longo da cadeia de abastecimento global, explica Pfister. Para tal, Pfister e a sua equipa associaram os dados já recolhidos a um modelo económico global que retrata as cadeias de abastecimento internacionais — desde o cultivo, passando pelo processamento, até ao produto final. Isto ilustra, por exemplo, como a soja do Brasil é utilizada na alimentação de animais na China ou na Europa, permitindo, em última análise, um elevado consumo de carne.  

Por fim, a equipa analisou como os fatores do comportamento do consumidor, do crescimento populacional e da eficiência agrícola estão a contribuir para o aumento da perda de biodiversidade.  

O estudo analisou 19 culturas oleaginosas. «Três delas foram responsáveis por uma parte particularmente significativa dos impactos: a palma-de-óleo, a soja e o coco», afirma Shuntian Wang, doutorando da equipa de Pfister. Em conjunto, representam cerca de 75 por cento da perda de biodiversidade causada pelas culturas oleaginosas.  

O consumo como motor da perda de biodiversidade 

Ao mesmo tempo, o estudo destaca uma tendência clara: entre 1995 e 2020, a perda de biodiversidade aumentou cerca de 80 por cento. Mas isto não é causado principalmente pelo crescimento populacional global. 

As regiões tropicais são especialmente afetadas, sendo que o uso do solo para fins agrícolas provoca uma perda significativa de biodiversidade. Isto deve-se não só ao facto de as culturas oleaginosas, como a palma-de-óleo e o coco, serem exclusivas destas regiões, mas também porque estas abrigam uma elevada biodiversidade e, normalmente, apresentam um rendimento menor por unidade de terra. Consequentemente, surge frequentemente a necessidade de expansão agrícola, o que pode conduzir à destruição de ecossistemas, como o desmatamento.  

A procura global está a impulsionar a produção de óleos vegetais 

Estes sistemas encontram-se frequentemente longe dos fatores impulsionadores do lado da procura: como demonstra o estudo da equipa de Pfister, mais de metade dos impactos são atribuíveis ao consumo noutros países. A União Europeia, a China e os Estados Unidos, em conjunto, são responsáveis por mais de 80 por cento destes impactos externalizados. Enquanto a UE importa principalmente óleo de palma, a influência da China está ligada sobretudo à soja destinada à alimentação animal. 

Infelizmente, a perda de biodiversidade não pode ser travada da noite para o dia. A utilização a longo prazo de terras agrícolas também exerce pressão sobre os ecossistemas. «Mesmo que não haja novos desmatamentos, o impacto da agricultura atual mantém-se», afirma Pfister. 

Soluções potenciais 

Para atenuar os problemas existentes, precisamos de uma produção mais respeitadora do ambiente, de menos desflorestação e de práticas agrícolas que protejam o solo e o ambiente natural. O nosso consumo também precisa de mudar. No entanto, os mercados globais tornam difícil encontrar soluções simples. A procura pode deslocar-se rapidamente para outras regiões. «Uma alavanca importante é investir numa melhor produção e na proteção dos ecossistemas nos países de origem», afirma Pfister. 

Observação: Este artigo foi traduzido usando um sistema de computador sem intervenção humana. A LUMITOS oferece essas traduções automáticas para apresentar uma gama mais ampla de notícias atuais. Como este artigo foi traduzido com tradução automática, é possível que contenha erros de vocabulário, sintaxe ou gramática. O artigo original em Inglês pode ser encontrado aqui.

Publicação original

Outras notícias do departamento ciência

Mais notícias de nossos outros portais