AESA alerta para a presença de lectinas no feijão mal cozido
Autoridade europeia considera que a fitohemaglutinina representa um risco para a saúde de todos os grupos etários
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A exposição dos consumidores às lectinas presentes no feijão mal cozinhado constitui uma preocupação para a saúde. Esta é a conclusão da avaliação da AESA sobre o risco para a saúde pública relacionado com a presença de lectinas nos alimentos.
A Comissão Europeia solicitou à AESA que efectuasse esta avaliação no contexto das doenças de origem alimentar relacionadas com o consumo de leguminosas cruas ou mal cozidas, que podem estar associadas ao facto de mais consumidores optarem por dietas à base de plantas cruas ou minimamente cozinhadas.
As lectinas são um grupo de proteínas naturalmente presentes em muitas plantas, como as leguminosas, os cereais e os produtos hortícolas. Protegem as plantas de pragas e doenças.
A maioria das lectinas é inofensiva. Algumas lectinas, presentes principalmente nas leguminosas cruas, podem causar sintomas gastrointestinais e efeitos imunitários. O consumo de leguminosas corretamente transformadas e preparadas não apresenta qualquer risco relacionado com as lectinas.
Riscos potenciais para a saúde
"Desenvolvemos um cenário de exposição aguda em que o feijão não foi suficientemente cozinhado e metade das lectinas ainda estão presentes na sua forma ativa. A nossa avaliação conclui que este cenário representa uma preocupação para a saúde de todos os grupos etários", afirmou a Dra. Helle Knutsen, Presidente do Painel dos Contaminantes da Cadeia Alimentar.
"No entanto, os consumidores podem processar os alimentos para desativar as lectinas. A demolha e a cozedura adequadas do feijão evitam potenciais riscos para a saúde".
Os cientistas da EFSA efectuaram a sua avaliação através da análise dos potenciais danos causados pela lectina fitohemaglutinina (PHA) e da avaliação da exposição dos consumidores. A PHA encontra-se no feijão e é a lectina mais tóxica das plantas comestíveis de consumo corrente.
Os sintomas associados ao consumo de leguminosas cruas ou mal cozinhadas incluem náuseas, vómitos, dores abdominais e diarreia.
Com base em estudos com animais, os cientistas consideraram o efeito da PHA no intestino delgado como o efeito mais crítico para a saúde.
Como podem os consumidores reduzir os efeitos nocivos do consumo de lectinas?
A forma mais eficaz de reduzir a maioria das lectinas nas leguminosas é pô-las de molho em água durante 6-12 horas até amolecerem, depois mudar a água e fervê-las durante pelo menos meia hora a 100° C. Como os tempos de preparação dependem da variedade de leguminosas, é aconselhável cozê-las até ficarem macias.
Outros métodos de cozedura caseira, como o vapor, o micro-ondas e a torrefação, são menos eficazes.
Próximos passos
Com base no trabalho da EFSA, a Comissão Europeia e os Estados-Membros considerarão medidas para informar e proteger os consumidores dos potenciais riscos para a saúde associados às lectinas nos alimentos.
O parecer também destaca várias lacunas de dados e apresenta recomendações para estudos futuros, incluindo estudos sobre a presença de diferentes lectinas em alimentos crus e transformados, e os seus efeitos nos seres humanos e nos animais.
Observação: Este artigo foi traduzido usando um sistema de computador sem intervenção humana. A LUMITOS oferece essas traduções automáticas para apresentar uma gama mais ampla de notícias atuais. Como este artigo foi traduzido com tradução automática, é possível que contenha erros de vocabulário, sintaxe ou gramática. O artigo original em Inglês pode ser encontrado aqui.